Esclarecimentos da CML sobre o Parque Tejo

A 22 de abril de 2016, Fernando Medina deslocou-se ao Parque Tejo a pretexto das comemorações do Dia da Terra. Nessa ocasião tivemos oportunidade de lhe entregar uma carta em mão onde expressávamos as nossas preocupações relativamente à gestão do espaço público do Parque das Nações, em geral, e do Parque Tejo, em particular. Neste caso, destacávamos a manutenção desmazelada dos espaços verdes e do mobiliário urbano, o estado lastimável dos relvados, a falta de iluminação, o vandalismo e o clima de insegurança. Passaram 3 anos e não só os problemas que o Parque Tejo apresentava nessa altura não foram resolvidos, como, em alguns casos, até pioraram.

Após várias tentativas infrutíferas, há cerca de um mês conseguimos finalmente obter por parte do Departamento da Estrutura Verde da CML alguns esclarecimentos sobre os problemas do Parque Tejo e os planos que existem para o seu futuro. Fomos informados que o sistema de rega voltou a colapsar em abril, afetando todo o Parque e atingindo com maior gravidade os setores a Norte. Previsivelmente, a rega ficaria restabelecida durante a segunda semana de junho, facto que pudemos confirmar no terreno e que, aliado a um mês particularmente fresco, já permitiu recuperar algum do verde que se havia perdido. Coincidindo com este incidente, no final de maio entrou em vigor o novo contrato de prestação de serviços de manutenção e reabilitação dos espaços verdes do Parque Tejo, o que gerou algumas perturbações nos trabalhos durante o período de transição. A empresa que terá a seu cargo a manutenção do Parque Tejo nos próximos 3 anos é a mesma que já assegurara a tarefa até 2018 e que fora alvo das nossas críticas na carta entregue a Fernando Medina. Fazemos votos para que, desta vez, os resultados sejam bem mais satisfatórios.

Relativamente a planos para o futuro, informaram-nos que, a curto prazo, iriam ser realizadas ressementeiras de relva em algumas zonas mais degradadas, não obstante estar previsto que durante os próximos 2 anos decorra uma grande operação faseada de ressementeira de toda a área relvada do Parque Tejo. O desenho original do Parque Tejo será respeitado e mantido, porém, nos taludes e outras zonas onde existe dificuldade em reter a água proveniente da rega, a relva será substituída por vegetação herbácea e arbustiva. A qualidade dos solos, nomeadamente a espessura de solo arável que em alguns locais já não atinge os 20cm devido ao assentamento de terras é outro problema referido pela autarquia que recorda ainda que no tempo da gestão da sociedade Parque Expo os relvados eram adubados duas vezes por mês (contra as atuais quatro vezes por ano) prática que a CML não pode seguir pelo alegado custo económico e ambiental da mesma. O grande objetivo da autarquia é que o Parque Tejo esteja totalmente recuperado em 2022, a tempo de receber a Jornada Mundial da Juventude. Assim o esperamos também.

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