(Des)ervagem no Parque das Nações

Ainda que não exista um consenso quanto ao caráter cancerígeno do glifosato, vários especialistas alertam para os perigos que herbicidas à base daquela substância podem representar para a saúde pública e o meio ambiente. A utilização de glifosato foi suprimida na freguesia do Parque das Nações em 2016.

Passaram-se, entretanto, 3 anos e ainda não se encontraram formas alternativas igualmente eficazes para combater a proliferação de vegetação infestante no espaço público. O resultado está à vista de todos. Por onde quer que passemos, é impossível não reparar na erva que cresce descontroladamente um pouco por todo o lado, com maior ou menor intensidade. Em alguns passeios chega mesmo a ter mais de meio metro de altura. É caso para dizer que nunca o Parque das Nações esteve tão verdejante, embora pelos piores motivos.

Rua Mar do Norte
Passeio do Báltico

No ano passado a JFPN experimentou a aplicação de uma solução à base de vinagre de álcool, com resultados práticos pouco visíveis. Este ano está a ser testado um novo método de deservagem através da aplicação de um produto fitofarmacêutico que tem como principal componente o ácido pelargónico, substância natural e biodegradável. Não obstante os esforços desenvolvidos, a lentidão com que todo o processo se desenrola, não permite vislumbrar, até ao momento, qualquer tipo de melhoria.

Passeio de Ulisses

O glifosato era particularmente eficaz e uma aplicação assegurava rapidamente a queima do crescimento dos infestantes e um efeito preventivo até 6 meses. Percebemos, pois, que qualquer alternativa acarreta um acréscimo substancial dos gastos. É, contudo, um investimento que terá, obrigatoriamente, de ser realizado sob pena de vermos o Parque das Nações transformado numa pradaria. Várias autarquias já utilizam combinações de soluções mecânicas e térmicas com resultados comprovados e uma eficácia que se aproxima bastante do glifosato. Talvez seja esse o caminho a seguir.

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