Monitorização ambiental – Qualidade das águas (ALERTA)

No âmbito do programa de Monitorização Ambiental do Parque das Nações, o Laboratório de Bromatologia e Águas da Câmara Municipal de Lisboa procedeu, em 2017, à monitorização da qualidade das águas ornamentais, das águas de descarga na frente ribeirinha (coletores pluviais) e das águas subterrâneas (piezómetros e furos de rega).

Os resultados agora divulgados são, no mínimo, preocupantes, nomeadamente os que se referem às águas ornamentais. Nenhuma das 6 análises realizadas entre maio e outubro à água de cada um dos vulcões da Alameda dos Oceanos, bem como da fonte e da cascata dos Jardins da Água, mostrou estar em conformidade com o Decreto Regulamentar n.º 5/97 de 31 de março. Apontam-se concentrações superiores aos valores de referência de bactérias coliformes, nomeadamente a E.Coli, e enterecocos, microrganismos indiciadores de contaminação de origem fecal da água. Verificou-se também que as concentrações de cloro não estão em conformidade com o estabelecido no Decreto Regulamentar (quer por excesso quer por defeito), o que deverá ter como consequência a contaminação microbiológica nos locais em que estes valores se verificam inferiores ao recomendado. No caso da cascata, foi ainda detetada a presença de ADN de “Legionella pneumophila” numa das campanhas e de “Legionella spp” em todas as campanhas, situações que foram imediatamente comunicadas aos serviços competentes. Mesmo não tendo sido confirmada a presença da bactéria em nenhuma das amostragens, através do método cultural, o relatório divulgado aconselha que se mantenha a vigilância devido à produção de aerossóis junto à cascata.

Sabendo que estes locais são muitas vezes utilizados, quer por visitantes que ali aproveitam para se refrescar no verão, quer por estudantes universitários durante as praxes, importa reforçar o alerta para que se evite qualquer tipo de contacto com estas águas.

Relativamente à monitorização do funcionamento da rede de coletores pluviais os resultados também não são animadores e mostram que a maioria das descargas não cumpre o disposto no DL nº236/98, de 1 de agosto, por serem excedidos, em diversas situações, pelo menos um VLE (Valor Limite de Emissão) de um dos parâmetros.

Já em relação às águas subterrâneas, não foram detetadas situações graves. As águas utilizadas para rega cumprem o estipulado na legislação, embora no furo de rega do Cabeço das Rolas tenha sido detetado um valor superior ao VMR (Valor Máximo Recomendado) para o parâmetro Coliformes Fecais pelo que, preventivamente, a água não deverá ser utilizada para rega sem recurso prévio a tratamento de desinfeção.

Consulte o Relatório completo aqui.

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