E tudo começou há 27 anos

Há 27 anos, em conferência de imprensa realizada na Casa dos Bicos, em Lisboa, o então Ministro Adjunto da Juventude, Couto dos Santos, anunciava a proposta vencedora para localização da Expo’98 na parte Oriental de Lisboa, numa zona delimitada a jusante pela Doca dos Olivais e a montante pela Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos. Para trás ficava a proposta de localização na Doca de Pedrouços, na zona Ocidental da cidade. O Parque das Nações, como hoje o conhecemos, nasceu, pois, nesse dia.

No relatório de análise das propostas podia ler-se que num contexto urbano e regional mais vasto, este local integrava-se muito dificilmente no funcionamento da cidade e da região, sendo pouco mais que ponto de passagem, com reduzida vivência urbana. Ressalvava-se, porém, que a zona envolvente da doca era adequada ao fim em vista, tanto no aspeto paisagístico, como no da sua integração na rede de transportes urbana e regional. Como uma das principais vantagens apontava-se a possibilidade de reordenamento de um espaço industrial que, na maioria dos casos, continha unidades cuja localização era inadequada.

Na nota distribuída à imprensa pelo Governo, era ainda sublinhado que o facto de ter sido escolhido o local, não significava que a Expo’98 nos seria atribuída. De facto, faltavam ainda 17 meses para a decisão final do Bureau International des Expositions. Relembremos que a candidatura de Lisboa teve de medir forças com a da cidade de Toronto que propunha uma exposição dedicada ao tema “Harmonia Social e Ambiente”. Toronto que já se candidatara à Expo’2000 tendo perdido para Hannover mas que, por esse facto, apresentava já uma organização montada desde 1988. Felizmente tudo correu bem, a Expo’98 veio para Lisboa e assim nasceu a Cidade Imaginada!

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