Um ano depois da reunião com a CML

Há um ano, a Direção da ACIPN reuniu nos Paços do Concelho com o assessor do Vice-Presidente da CML, num encontro que serviu para debater com a autarquia algumas das nossas preocupações à data.

Constatamos com desilusão que muitas das questões então abordadas pouco ou nada evoluíram. Desde logo, a abertura demonstrada pela CML para discutir o modelo de circulação automóvel na Alameda dos Oceanos de modo a encontrar soluções que permitissem o seu atravessamento por residentes, durante os dias úteis, acabou por não passar à prática. De igual modo, foi-nos garantido que não estava previsto qualquer projeto de prolongamento da ciclovia no troço norte da Alameda dos Oceanos que implicasse a supressão de vias de circulação automóvel o que, como já sabemos, é precisamente o projeto que está em cima da mesa e em vias de ser implementado.

Sobre os vulcões de água, o assessor prometeu amarrar-se a um deles em protesto se os mesmos não estivessem a funcionar até ao final do ano (2016). Certo é que um ano depois, os vulcões funcionam a meio-gás, sem efeito ondulatório, sem iluminação e com intervalos entre “explosões” que fazem desesperar qualquer visitante à espera de registar fotograficamente o momento.

Relativamente à segurança, do que nos foi prometido, nenhuma ação avançou. Nem o sistema de guardas noturnos nas zonas residenciais, nem a introdução de uma componente de vigilância no contrato de prestação de serviços de manutenção dos espaços verdes do Parque Tejo, nem a tão desejada videovigilância.

Já no que diz respeito à iluminação pública, a CML tem sido coerente com a posição tomada de abandonar os conceitos de iluminação criados para a Expo’98, apostando em soluções economicamente mais viáveis. No troço norte da Alameda dos Oceanos, tal como nos foi assegurado há um ano, as icónicas torres de iluminação acabaram por ser substituídas por candeeiros mais baixos.

Quanto à Educação, existia há um ano o compromisso e a plena convicção de que a construção da nova escola EB1+JI, bem como da segunda fase da Escola Básica do Parque das Nações, iniciar-se-iam no início de 2017… mas nem nós acreditámos…

Dentro do que são os seus objetivos, a ACIPN vai manter este espírito de cooperação e diálogo com a CML na busca de soluções para os problemas do Parque das Nações, esperando, no entanto, resultados mais satisfatórios.

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