Comunicado da Direção da ACIPN

Em 15 de setembro de 2015, ainda no rescaldo de uma histórica Assembleia de Freguesia Extraordinária exigida pela população, um pequeno grupo de moradores descontentes com o estado de abandono e desleixo em que todo o espaço público do Parque das Nações tinha mergulhado, começou a mobilizar-se e a trabalhar de forma mais organizada, dando os primeiros passos para o que viria a ser (4 meses mais tarde) a constituição desta associação. Muitos de nós não se conheciam sequer naquela altura mas facilmente criámos uma equipa unida em torno de um objetivo comum: devolver a identidade, a organização, a limpeza e a harmonia ao Parque das Nações.

Passaram-se dois anos. Foi um longo e, por vezes, penoso caminho durante o qual continuámos a assistir a uma degradação e descaraterização sem precedentes do Parque das Nações. Tentámos, por diversas vezes, o diálogo com a Junta de Freguesia e CML, alertando para essa degradação e descaracterização mas nunca obtivemos qualquer sinal de abertura à cooperação e debate de ideias. Por parte da JFPN tudo o que recebemos de volta foram os votos de Boas Festas no Natal passado… Apesar de não podermos estar satisfeitos com o atual estado de coisas, temos motivos para nos orgulhar de todo o trabalho que temos vindo a realizar e que, em muitos casos, impediu a concretização de males maiores.

Nas vésperas do início da campanha eleitoral para as eleições autárquicas e na reta final de um mandato autárquico que, como se disse, não deixará saudades, o Parque das Nações vive um dos momentos mais importantes e críticos desde a sua criação. Aquilo que for decidido pelos eleitores a 1 de outubro marcará para sempre o futuro do nosso bairro. É, portanto, fundamental que ninguém deixe de exercer o seu dever cívico e demonstre inequivocamente com o seu voto que Parque das Nações quer para si e para os seus filhos.

Da nossa parte fica o compromisso de que iremos continuar com a mesma postura vigilante e interventiva, nomeadamente em temas que para nós são essenciais como:

• Limpeza e higiene urbana – Mais e melhor limpeza das ruas e reposição dos padrões de excelência anteriores a 2013;

• Espaços verdes – Recuperação (de acordo com os planos originais) e manutenção adequada dos espaços verdes que tão negligenciados foram neste mandato, sobretudo os Jardins Garcia d’Orta, o Parque Tejo e o Jardim do Cabeço das Rolas;

• Zona de Acesso Condicionado (ZAC) – Reposição do controlo efetivo de acesso à ZAC e cumprimento escrupuloso das regras definidas para circulação e estacionamento naquela zona;

• Arte Pública – Cumprimento do protocolo assinado em 2015 entre a CML e a JFPN para a recuperação da arte pública nesta freguesia;

• Segurança – Reforço da segurança policial e instalação de videovigilância nos locais recorrentemente alvo de atos de vandalismo.

Sempre acreditámos que estar à frente de uma Junta de Freguesia é unir a voz dos cidadãos e ir junto com eles em prol do bem-estar comum. Por isso, esperamos que o novo executivo, independentemente da sua cor política, assuma desde logo essa atitude colaborativa e construtiva de diálogo com a população em geral e connosco em particular, atitude, essa, que, infelizmente, nunca existiu até hoje.

A Direção da ACIPN

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