Crónica de um abate anunciado

Na Alameda dos Oceanos restam apenas 47 azinheiras (Quercus ilex) após a concretização de um dos maiores abates em massa a que a cidade já assistiu. São azinheiras sobreviventes e lutadoras que ao longo do tempo conseguiram resistir às podas inadequadas, aos ventos com salinidade, ao solo compactado, ao ataque das cochonilhas e, sobretudo, à incúria de quem, nos últimos anos, as abandonou à sorte e não esteve à altura do legado que recebeu.

Os números do abate são impressionantes. Na semana passada foram cortadas 186 azinheiras, faltando ainda intervir no alinhamento mais a Sul constituído por 22 exemplares maioritariamente decrépitos. Uma coisa parece certa: os 180 novos Carvalhos-roble (Quercus róbur) prometidos pela CML não serão suficientes para as 213 caldeiras “livres” que já existem neste momento.

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