Papeleiras low-cost chegam ao Parque das Nações

Dezoito anos depois, as papeleiras em polietileno (ou simplesmente plástico) chegaram ao Parque das Nações. As primeiras aí estão, “amarradas” às também esteticamente discutíveis colunas LED plantadas nos decks da Alameda dos Oceanos em frente à FIL.

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Admitindo que existe efetivamente falta de papeleiras e que o lixo que vamos encontrando espalhado pelas ruas não resulta da falta de civismo das pessoas nem sequer da ineficiência das equipas de limpeza, não deveria a opção recair por papeleiras em inox idênticas às que sempre existiram? Ou será que esta miscelânea de modelos e materiais valoriza o espaço público e promove o elevado padrão de excelência e qualidade que nos foi prometido e garantido que não deixaríamos de ter?

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Compreendemos que uma papeleira em inox tem um custo substancialmente superior a uma em polietileno. Também compreendemos que este é o modelo standard para a cidade de Lisboa e do qual a CML adquiriu mais de 5 mil unidades no último ano e meio, gastando aproximadamente 200 mil euros. Mas assim como na Ribeira das Naus prevaleceu a opção por um modelo em ferro fundido da Larus (com desenho do arquiteto João Nunes, co-autor do projeto de requalificação daquele espaço público), a ACIPN não compreende por que motivo não poderia a CML também aqui abrir uma exceção de forma a preservar a uniformidade e as caraterísticas do mobiliário urbano do Parque das Nações. Fica registado… dois pesos e duas medidas.

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