Iluminação LED no Passeio de Neptuno

Na reunião que a ACIPN teve com a CML no passado mês, a autarquia foi peremptória em relação aos elementos de iluminação criados para a Expo’98: são para substituir. Focos ao nível do chão ou embutidos nos muros que, além de cumprirem a função prática de iluminar o espaço público, permitiam criar efeitos cénicos singulares, têm segundo a CML uma manutenção demasiado cara pelo que a opção recairá por soluções economicamente mais viáveis (leia-se low-cost).

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No Passeio de Neptuno (junto ao Jardim das Ondas) foram instalados candeeiros novos, de tecnologia LED. Além de violarem os princípios e conceitos em que assentava todo o projeto de iluminação do recinto da exposição, a luz destes candeeiros é demasiado branca e a sua luminância muito má.

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A sua implantação no local representa ainda uma desnecessária contaminação do espaço público com mais materialidade, a antítese dos antigos elementos de iluminação que passavam completamente despercebidos. Como resultado, os novos candeeiros já foram por diversas vezes alvo de atos de vandalismo. Será possível que ninguém tenha antecipado que a própria forma e dimensão dos novos candeeiros é um chamariz a actos desta natureza? E será que estes custos de reparação entraram nas contas da CML? Quem ganhou com esta substituição? Seguramente não foi o Parque das Nações.

Deixamos à consideração de cada um, o antes e o depois.

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