Árvores com história

Algumas das árvores que encontramos no Parque das Nações encerram em si histórias que importa descobrir. Fruto da necessidades de utilização imediata de árvores de grande porte na Zona de Intervenção da Expo’98, foi elaborado um plano de transplantes que permitiu trazer vários exemplares já em estado adulto, muito antes dos pavilhões e edifícios começarem a tomar forma. É o exemplo desta Tamareira-do-Senegal (Phoenix reclinata) que podemos encontrar na Rua Ilha dos Amores, junto à Escola Vasco da Gama.

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Esta palmeira, doada pela empresa Teleflora, chegou à sua nova residência no dia 13 de Outubro de 1995 proveniente das imediações do antigo Estádio José Alvalade, no Campo Grande, em terrenos onde iria ser construído um parque de estacionamento. Dadas as 45 toneladas de peso e os 10 metros de altura por 10 metros de largo, não é difícil imaginar que o seu transporte acabou por se revelar uma complicada operação de engenharia. Na altura, os técnicos asseguravam que este exemplar já teria pelo menos 100 anos de idade!

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A parte triste desta história é que, à imagem do que vai sucedendo por todo o Parque das Nações, também esta árvore começa a dar mostras de falta de cuidados (será falta de rega?). Não podemos permitir que exemplares destes sejam votados ao abandono. É obrigação moral de todos nós defender este legado natural para as gerações futuras.

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