Azinheiras em agonia na Alameda dos Oceanos

Para quem passeia pela Alameda dos Oceanos é impossível não reparar no triste cenário formado pela sucessão de azinheiras mortas e doentes ao longo dos passeios laterais, situação que tem vindo a piorar a olhos vistos nos últimos anos.

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Há pouco mais de um ano, a Junta de Freguesia do Parque das Nações falava em “120 azinheiras doentes, votadas ao abandono e à sua força de viver”, acrescentando estar a “trabalhar na sua recuperação e substituição nos casos daquelas que estão mortas”.

De forma a aferir a real dimensão do problema, a ACIPN foi para o terreno e os números que apurou confirmam que nada tem sido feito. Pior, confirmam que já pouco mais haverá a fazer pelas que ainda sobrevivem. De um total de 283 azinheiras, apenas 33 apresentam um aspeto exterior aparentemente saudável (entenda-se, folhagem maioritariamente verde). Por outro lado, 69 azinheiras mostram sinais evidentes de doença, correndo o sério risco de se virem a perder caso não sejam tomadas medidas imediatas. Lamentavelmente, em relação às restantes 181 azinheiras já nada mais há a fazer pois estão irremediavelmente perdidas, ou seja, mortas.

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A ACIPN não deixará de interpelar oportunamente a Junta de Freguesia do Parque das Nações relativamente a este assunto, solicitando esclarecimentos sobre o que efetivamente tem sido feito de há um ano a esta parte, bem como sobre os planos de rearborização futura deste local.

 

[UPDATE 09-09-2016]

Em declarações à publicação online “O Corvo”, o Presidente da Junta de Freguesia do Parque das Nações referiu estarem “apenas a aguardar os pareceres técnicos finais para poder lançar a operação” de substituição em larga escala das árvores doentes na Alameda dos Oceanos. As duas autarquias (junta e câmara) entendem ter chegado agora o momento de pôr cobro ao problema, depois de, nos últimos três anos, terem constatado a persistência dos sintomas. Veja aqui o artigo completo.

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